Rubens Fiúza nasceu a 29 de outubro de 1923, na cidadezinha de Dores do Indaiá, Alto S. Francisco, MG. Completou seus estudos primários (com uma professora particular) e secundários na sua cidade natal. Em 1940 iniciou, em BH, os seus estudos de línguas (espanhol, italiano, francês, inglês e alemão). Em 1941, transferiu-se para o Rio, onde se tornou redator da revista semanal “Diretrizes” e ingressou, como auxiliar de gabinete no Ministério da Justiça do governo Vargas, então ocupado por Francisco Campos, seu primo e amigo, embora de tendências políticas antagônicas, Chico Campos à direita e Fiúza à esquerda.
Em 1942, foi obrigado a retornar a Dores, a fim de obter a carteira de reservista no Tiro de Guerra 563 dessa cidade. E durante esse ano veio a ficar noivo de uma jovem dorense, Rita Soares de Faria, com a qual se casou dois anos após.
Mais tarde, já casado, adquiriu o registro de jornalista, e cursou ainda Ciências Econômicas (somente dois anos), direito (igualmente dois anos).
Os contos aqui incluídos são obra de sessenta e oito anos de trabalho redacional, desde os nove anos (Os Cadáveres de Alpheu Melgaço) até os seus atuais 76. Aprendeu a ler (sozinho) aos três anos de idade e escreveu contos e crônicas desde os anos do curso primário. Deve ter escrito centenas de contos, crônicas e ensaios, todos eles reescritos e aprimorados mais tarde. Aos quatorze anos publicou em jornal o seu primeiro artigo: “O modernismo no Brasil” e mais tarde colaborou na “Folha de Minas”, na revista “Grifa”, de BH, “Seiva, da Bahia”, “Roteiro”, de SP, “Dom Casmurro”, do Rio, “O Semanário”, também do RJ, “O Metropolitano”, do Rio, “O Correio da Manhã” e Carioca Igualmente, etc. Foi também no Rio redator chefe da revista “Notícias Técnicas” (1960 a 64) e tradutor (de francês e inglês) da Editora Record.
Foi preso três vezes sob a ditadura militar de 64-85 e sofreu várias tentativas de seqüestro e assassinato, das quais escapou ileso, apesar de não ter nenhuma ligação com partidos políticos e viver exclusivamente em função de sua atividade intelectual.
Outros livros já publicados, apenas três: “O Diamante do Abaeté e Outros Contos”, e após a sua morte em 2003, “Do S. Francisco ao Indaiá”, e “Tiradentes – Crônicas da Vida Colonial Brasileira”.
 

NOTA SOBRE O AUTOR

RUBENS FIÚZA nasceu em Dores do Indaiá, em 1923. Descendente dos Sousa Coelho e Fiúza pelo lado paterna, Queirós, Ribeiro, Filgueiras pelo lado materno. Emboabas, judeus, gente civilizada do País das Minas – por um lado, bandeirante, capitães-do-mato, gente bravia do País das Gerais, pelo outro lado.
Fez estudos secundários e universitários em Belo Horizonte. Cursos de línguas neolatinas e anglogermânicas, geografia & história, ciências sociais.
Iniciou sua vida profissional como jornalista, no Rio de Janeiro, aos dezessete anos de idade. Jornalista por mais de vinte anos e professor por mais de 36 (em Dores do Indaiá, Belo Horizonte, Rio e Niterói).
      Foi tradutor até o fim de seus dias.

 
Currículum
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